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O Arquivo Distrital de Viseu é o principal receptáculo da documentação que permite reconstituir a história do distrito.

Foi criado pelo Decreto-Lei n.º 20803 de 22 de Janeiro de 1932, que, nos termos do seu art.º 3.º, o destinou a "recolher, instalar, inventariar e facultar à consulta dos estudiosos os seguintes núcleos documentais: a) Cartulários e outros códices, pergaminhos e papéis avulsos dos cartórios da Sé e do Cabido& ; b) Documentos da Câmara Eclesiástica; c) Cartórios paroquiais& ; d) Cartórios notariais& ; e) Cartórios judiciais (processos - crime, cíveis e orfanológicos findos); f) Papéis dos extintos mosteiros& ; g) Documentos das congregações religiosas extintas em 1911& ; h) Papéis das repartições extintas e serviços cessantes; i) Todos os outros documentos que, nos termos da lei geral do País, devem recolher aos arquivos do Estado".

Até ao ano de 1962, localizou-se numa das torres da antiga muralha, junto à galeria que se liga aos claustros superior da Sé. Desde 5 de Maio de 1962, ocupa 3 pisos (2 em parte) do edifício conhecido por Casa Amarela, no Largo de Santa Cristina ou Alves Martins.

Na sequência de um despacho do Senhor Ministro da Cultura, datado de 6 de Abril de 2003, foi publicado no Diário da República de 31 de Agosto o anúncio de abertura de procedimento de concurso público de elaboração do projecto das novas instalações. A área de terreno foi disponibilizada pela Câmara Municipal de Viseu, em reunião realizada no dia 10 de Novembro.

No dia 5 de Novembro foi assinado um protocolo que estabelece as bases de cooperação com vista à construção do novo edifício. A Câmara Municipal de Viseu cede, a título definitivo, um terreno com a área aproximada de 5.000 m2, na denominada "Quinta da Cruz".